28 de maio de 2012

Black N Blue 2012 (NYC)



Mais um ano e lá estava eu em Nova Iorque, para novamente presenciar mais uma edição do Black N Blue e pedir minha namorada em casamento, pois é estou noivo! Pelo visto terei que ir todo ano, afinal o line up sempre apresenta algumas surpresas imperdíveis. Sem muita enrolação sobre o restante da viagem, vou direto ao show, que é o que interessa.

19 de Maio de 2012, cidade de Nova Iorque. Cheguei um pouco atrasado ao tradicional Webster Hall e já estava tocando a quarta banda. Infelizmente perdi a apresentação do King Nine, Born From Pain e First Blood. Ao entrar no pico do show, estava no palco os vizinhos de New Jersey, Suburban Scum. Pra quem não conhece a banda vale a pena dar uma conferida, os muleques estão fazendo seu nome na cena norte americana. Pra ser sincero não prestei muita atenção na apresentação do Suburban Scum, pois eu estava doido olhando os merchandise, sempre tem bastante coisa.

Em seguida e sem demora nas trocas de bandas, entram os maloqueiros (esses realmente merecem esse apelido) do Rotting Out. Pra mim eles são "filhos" inegáveis do Suicidal Tendencies, tanto em som quanto em presença no palco. O vocalista é um espetáculo a parte, realmente sabe como fazer a molecada se mexer no mosh/circle pit.

A banda seguinte, com o nome Minus 1 no telão ao fundo, apresentava o primeiro vocalista do Merauder (o próprio Minus), da demo de '93, com outros antigos membros da banda, os caras realmente conseguiram agradar todos os hardcore e metaleiros ali presente. Obviamente que o "Master Killer" foi  mais vibrante por parte do público.

Representado o Old School vindo de Boston, entra no palco o DYS, clássica banda straight edge dos anos 80. Apesar de eu estar ansioso pra ver os caras, percebi que não era uma banda muito requisitada pelo público, aliás isso foi o que mais me intrigou nesse Black N Blue e cheguei a conclusão de que a grande maioria do publico juvenil ali era pra ver, obviamente, o Rancid. Foi legal ver o show do DYS, que fez uma apresentação rápida tocando principalmente os sons do Wolfpack.

Hazen Street

Pra quem estava no Black N Blue pra ver o Rancid com certeza a próxima banda, Hazen Street, também agradaria, apesar de muita gente não conhecer. Pra quem não sabe Hazen Street é uma "brincadeira" melódica formada por, nada mais nada menos, Freddy Cricien (Madball) e Toby Morse (H2O) revezando nos vocais, Rusty Pistachio (H2O) e Brian Daniels (Madball) nas guitarras (eu não sei se eles tocaram somente esse show, pois na formação original do Hazen Street não são eles e sim David Kennedy que já tocou em bandas como Box Car Racer e Over My Dead Body), Hoya (Madball) no baixo e Mackie (Cro-Mags) na bateria. O show foi bem legal e agradou e muito pra quem conhecia. Todos dançando, pulando e cantando todos os sons, provavelmente tocaram todos do único CD que a banda tem. Impossível ouvir esses sons e não lembrar dos churrascos com meus parceiros da PFC no Brasil, saudades seus porra!

Sai Hazen Street, entra os dinossauros The Mob, que pelo visto os caras estão fazendo uns shows por "aqui" e outro "lá". Mesmo caso do DYS, pouca gente curtindo o show dos caras, mas valeu a aula de hardcore dos "velhos" (estão aparentando bastante).

James Vitalo (Backtrack) nos vocais do Outburst
Próxima banda: OUTBURST. Em letras garrafais pra mim que estava muito ancioso pra ver este show. Brian, vocalisa original da banda, não estava presente mas James Vitalo (Backtrack) deu uma "força" nos vocais e Mike Dijan (atual SAI NAM e já passou por bandas como Breakdown, Skarhead e Crown Of Thornz) na guitarra. Os caras fizeram um set list bem foda! "When Things Go Wrong", "No Choice", "Thin Ice" dentre outras foram tocadas. Claro que fecharam a apresentação com "The Hardway". Porém, venho por meio deste deixar minha visão sobre o show que infelizmente eu esperava mais, muito mais. Sem querer criticar James Vitalo, afinal gosto muito do Backtrack, mas o "menino" não aguentou nos vocais do Outburst. Explico: O vocal "meninão" de Vitalo, ao meu ver, não foi suficiente pra mostrar a fúria do Outburst, não passou o peso e maloqueragem que deveria. Como eu e meu amigo Pinguim comentamos, talvez se o próprio Lord Ezec (que gravou a versão de The Hardway no ultimo album de covers do Skarhead) soaria bem melhor. Mas, valeu a experiência.

Youth Of Today! Mais um vez tive a oportunidade de ver um dos reis do "Youth Crew from New York City". E calma lá, começar já com Break Down The Walls é uma brincadeira que não se faz, certo? Show do Youth Of Today parece uma marcha militar lotada de sing alongs, stage dives, headwalkings e pointing fingers, tudo o que um bom show de hardcore precisa.

Ray Cappo e Rat bones em "It's Your Choice" - Warzone

Vamos lá realizar outro "sonho". Sonho entre aspas, pois obviamente era Warzone sem o falecido Ray(mond) Barbieri, vulgo Raybeez, que morreu em 1997 e com isso se deu o fim da banda.  Com os membros originais do Warzone, Todd Schofield Youth e Jason Lehrhoff nas guitarras, Todd Hamilton no baixo, Vinnie “Value” na bateria e vários ilustres convidados para cantar as músicas em um tributo ao Raybeez que está marcado na história do hardcore. A cada som tocado, a cada participação, a vibração e emoção era gigantesca por todos. Todd Youth pede um minuto de silêncio em respeito a morte de Raybeez e em seguida, conforme a imagem abaixo, vem o set list com seu(s) respectivo(s) vocalista(s):

Setlist tributo ao Warzone

1) Intro Bust
2) It's Your Choice (Rat Bones e Ray Cappo - Youth Of Today / Better Than a Thousand / Shelter)
3) Fuck Your Attitude (Kevin One - Bulldoze)
4) Free At Last (Mark Scondotto - Shutdown)
5) Escape From Your Society (Puerto Rican Myke - Skarhead / District 9)
6) We're The Crew (Puerto Rican Myke - Skarhead / District 9)
7) Don't Forget The Struggle Don't Forget The Streets (Toby Morse - H2o / Hazen Street)
8) Wound Up (Freddy Cricien - Madball / Hazen Street)
9) Crazy But Not Insane (Tommy Rat - Rejuvenate / Warzone)
10) The Sound Of Revolution (Dean Miller - No Redeeming Social Value e Mike Dixon - No Redeeming Social)
11) Skinhead Youth (Stigma - Agnostic Front)
12) In The Mirror (Ernie Parada - Token Entry / Grey Area)
13) As One (Vinnie Value - Warzone)
14) Young Till I Die - 7 Seconds cover (Ernie Parada - Token Entry / Grey Area)

Tommy Rat em "Crazy But Not Insane"
Aguns fatos interessantes a serem citados:
- Enquanto os sons eram tocados eram passadas no telão, ao fundo do palco, imagens de Raybeez.
- Tinha um doido no meio do show no "visu" Raybeez, com luvinha e tudo.
- Falando na famosa luva de Raybeez, Dean Miller e Mike Dixon (ambos do No Redeeming Social) também usaram luva em "The Sound Of Revolution".
- Quando Stigma subiu ao palco falou algo do tipo "Eu fui o primeiro amigo de Raybeez, fui eu quem apertei suas mãos pela primeira vez". Se tudo isso é verdade, está aí o motivo pelo apelido The Godfather do NYHC.
- Ernie Parada vai pra bateria em "As One" e o Vinnie Value vem pros vocais.
- Tommy Rat que fez o vocal em "Crazy But No Insane", é o primeiro vocalista do Warzone, antes mesmo de Raybeez. Ele gravou a primeiro demo, onde Raybeez tocou bateria.


Após essa loucura foi a vez do Sheer Terror. Com um som mais pesado do que o hardcore tradicional, o vocalista Paul Bearer sabe como mostrar, ou ao menos encenar, estupidez e grosserias no palco. Nada assustador, pois é a proposta da banda: hardcore pesado, sujo e lotado de sarcasmo em seus discursos totalmente negativos. E realmente o clima no pit ficou mais pesado neste momento, era a vez dos gordões mostrarem seus peitos e força.

Rancid tem algumas musicas legais, mas a essa altura do campeonato eu já estava satisfeito e cansado, então não vi muita coisa deles, mas o pouco que vi fez a molecada agitar bastante e com certeza foi bem diferente de um show tradicional do Rancid, como em grandes festivais (com grade e segurança).

Não gosto de comparar shows mas eu gostei mais do Black N Blue do ano passado, digo no conjunto da coisa. Claro que esse ano esse tributo ao Warzone foi o que salvou a noite e outras bandas fizeram bons shows, mas no geral ficou abaixo da média do ano passado.

Fotos: Jammi Sloane York (http://www.facebook.com/jammiyork)

30 de abril de 2012

GUILTY

Seguindo a saga das bandas de hardcore que cresceram ouvindo metal, agora é a vez dos suecos do GUILTY! Depois de dois 7" animais desponta com uma das bandas mais promissoras do hardcore europeu, inclusive com lançamento pela Six Feet Under Records nos EUA. Metallica, Cro-Mags e Warzone se encontram no som dos caras, e pra você que gosta da proposta do Cruel Hand, escuta isso porque os suecos elevaram o nível! Um dos guitarristas da banda, Viktor, muito gente boa por sinal, topou responder algumas perguntas pro Day By Day, por intermédio de Mr.Rick Pellario (Clearview) que lançou o contato e falou a respeito da eZine pro gringo.


Muito obrigado Viktor, por topar conversar com a gente! Só pra começar, como vocês se juntaram para compor algumas pedradas?
Sem problemas mano, o prazer é meu! De verdade! Basicamente eu e o Anton (vocal) já conversávamos fazia um bom tempo sobre montar uma banda juntos. Quando minha antiga banda acabou e ele estava sem outro projeto decidimos levar adiante a ideia. Chamei o Linus (guitarra) que eu já conhecia de antes do Guilty e começamos a compor alguns riffs para as músicas e logo depois perguntamos ao Dennis (baterista) se ele estava afim de entrar em uma banda que soasse como o Cro-Mags pós-TAOQ e ele topou. Depois de todo esse processo o Martin chegou somente para nos ajudar no baixo, mas acabou ficando preso a banda.

Desde o primeiro 7", lançado pela Green Menace, dá pra perceber algumas influências animais, como Cro-Mags e Warzone misturados com uma abordagem mais metal, o objetivo realmente era esse?
É, você acertou mano! A gente gosta bastante de bandas de metal mesmo, acho que é isso que dá uma cara própria ao nosso som.


Falando sobre as seis cordas, quais suas principais influências como guitarrista?
Na verdade eu não tenho muitas influências a respeito de guitarristas. Se eu escuto um bom riff eu gosto, não importa quem esteja tocando. Eu perguntei ao Linus, que faz a maior parte dos solos, sobre alguns nomes importantes e ele citou o Ace Frehley e Jimmy Page.

No começo desse ano vocês lançaram um novo 7" pesadíssimo, com riffs cada vez mais insanos e agressivos. Como foi o processo de composição e gravação?
O processo de composição foi bem tranquilo, a gente só quis aumentar ao máximo o volume e elevar o nível de tudo. Mais solos, mais riffs, mais do vocal do Anton. Quisemos deixar mais a cara do GUILTY, não queremos parecer com uma série de outras bandas, o objetivo é fazer com que as pessoas saibam que é a gente tocando quando escutarem alguma música nossa.


Em uma entrevista aqui no blog, o Andreas do ANGERS CURSE comentou que o hardcore sueco está em um dos seus melhores momentos, você concorda?
Isso aí, a cena atual por aqui está muito boa! Nós tivemos uma espécie de um período fraco após os anos 90 com o Refused e as bandas de Umeå. Não digo que a cena sumiu após isso, definitivamente tinha alguma coisa rolando, mas isso está crescendo desde então e eu acho que também está se re-inventando. A quantidade de boas bandas por aqui é muito boa e, na maioria das vezes, tem um bom público nos shows. Mas ainda estamos na batalha com aqueles que só aparecem quando ficam muito animado com alguma banda grande pela cidade, mesmo que seja uma merda. Mas no geral... está melhorando!

Falando sobre o hardcore por aí, e daqui do Brasil e América do Sul, você conhece alguma coisa?
Nós sabemos que vocês também gostam bastante de metal, igual a gente! Conhecemos também todas as bandas dos Cavaleras e recentemente eu pirei no som do Clearview depois que um amigo me falou a respeito deles. Eu gostaria de dizer que conheço mais, especialmente por que o Brasil é um dos países que mais quero visitar! Já tenho um convite do Rick Clearview falando que eu deveria colar por aí e mano... Eu curtiria demais! Só deixar em guardar alguma grana!



Depois destes dois 7" animais, o que podemos esperar do GUILTY?
Hoje mesmo nós começamos a escrever novo material para um possível LP que lançaremos assim que estivermos com tudo pronto. A gente também tem procurado tocar bastante, o máximo possível, começando uma tour pela Europa no final do verão, então se você estiver perto de algum show nosso, é só chegar e trocar uma ideia!

Mais uma vez, obrigado Viktor! Fique a vontade pra mandar um salve pro pessoal que acompanha o blog.
Eu que deveria estar agradecendo você mano, vale mesmo por se interessar o bastante para fazer essa entrevista com a gente e também por ter se ligado no som! E uma mensagem... hrm... Prometam que assim que tocarmos no Brasil, vocês apareçam para conferir! Também deem uma olhada no http://guiltyhc.bandcamp.com se vocês não sabem quem somos. OBRIGADO!

ACESSE: Bandcamp / Myspace / Green Menace Records / Six Feet Under Records

25 de abril de 2012

MELTDOWN

Os posts anteriores do blog, com o hardcore thrasher do Violation e as bandas de Boston como Slapshot e SSD, deram a inspiração necessária pra escolha de escrever um pouco sobre esta banda, o Meltdown, que também tem uma pegada com muita influência de thrash metal e também é de Boston.



Formada em 2006, contando com caras já atuantes na cena, desde membros do Verse (provando que existe redenção na vida), até o criador de uma fanzine que rodou bastante pelos EUA, a Final Word. O Metaldown cita como grandes influências bandas como Cro-Mags, Merauder, Integrity, Metallica, Motorhead, Slayer e Anthrax. Enfim, com uma lista dessas, você deve pelo menos dar uma chance aos caras!



O EP 7'' DEMOLITION de 2007, lançando pela Closed Casket Activities Records é o cartão de visitas do Meltdown, com direito a uma intro cabulosa em Iron Chains e mais quatro faixas que sintetizam as influências que eles mesmos citaram, seguindo uma fórmula de intro animal, riff thrash, solo, refrão e breakdown pra dança violenta, tudo isso com letras bem escritas pelo vocal Paully Edge. Logo depois assinaram com a Deathwish Inc para um 7'' de 3 músicas que elevou ainda mais o nível do que eles já haviam apresentado e ficou a promessa para um LP no final de 2008... mas, pelo jeito vai ficar só na promessa, pois a banda aparentemente acabou.



Acesse: MySpace / Deathwish Inc.

23 de abril de 2012

VIOLATION

Parece que a geração de bandas da segunda metade da década de 2000 em diante reaprendeu a misturar hardcore e metal (principalmente thrash) sem abaixar a afinação, botar um vocal bem grave e inundar o som com breakdowns a cada 10 segundos, o motivo?

Bandas como Cruel Hand, Bitter End, Iron Age, War Hungry, Alpha & Omega, Take Offense sempre figurando no cast dos melhores festivais gringos e com bons registros na praça, sejam splits, EP’s ou LP’s. No entanto, uma das mais promissoras dessa leva “ficou pelo caminho”, como um número cada vez maior de boas bandas de curta duração, e terminou as atividades em uma fase excelente, o Violation.



Formada entre 2005/2006 na California por uma molecada de muito bom gosto quando o assunto é som agressivo. Logo em 2007 sai o EP 7’’ POSSESSED , lançado pelo próprio Sound And Fury com a banda estreando no festival do mesmo ano e repetindo a dose nas edições de 2008, 2009 e 2011. Apenas um ano depois, em setembro de 2008, veio o LP DEVOURED pela 1917 Records, com 22min de riffs absurdos unindo o melhor do thrash metal (Slayer, Kreator, Vio-Lence) com o hardcore do final dos anos 80 de NY. O vocal também se destaca e acho que a melhor comparação foi feita por um camarada que já indicou muita coisa aqui pro blog, o Cleyton, outro aficcionado no som do Violation, e lembrou logo do figura Tom Warrior do Celtic Frost, logo na época do To Mega Therion.



Infelizmente o Violation já havia dado sinais que encerraria as atividades em 2010, e decidiu fazer seu último show no festival que tanto abraçou a banda, no Sound and Fury 2011. Mas ficam esses dois registros de uma das melhores bandas da década passada.



Acesse: MySpace / 1917 Records

18 de abril de 2012

ANGERS CURSE

Logo que você percebe que o país de determinada banda é a Suécia já vem na ideia uma lista gigante de outras bandas conterrâneas animais, seja do meio hardcore ou metal. O caso do Angers Curse não é diferente! No ano passado os caras lançaram um LP cabuloso, o TIGHTEN THE SCREWS, que pesa no hardcore agressivo principalmente da escola do Right Brigade. Segue abaixo uma conversa com o baixista Andreas Skogmo a respeito deste LP e os planos futuros da banda.



Valeu mesmo Andreas pela entrevista, como foi o início do Angers Curse em 2007?
Angers Curse realmente começou quando o Tobbe(guitarra) e Magnus(vocal) desistiram de uma banda chamada Break Me, mas ainda queriam fazer algo juntos. Então chamaram o irmão do Tobbe, John(bateria), e seu amigo Joel. E o "resto é história"... hehehe.


Quais foram as principais influências que vocês colocaram no "Tighten The Screws"? Eu percebi uma pegada puxando pro Right Brigade e Carry On, é por aí mesmo?
Isso mesmo, nós sempre escutamos sobre essa pegada Right Brigade, mas eu acho que o LP tem bastante de Madball também e influências com mais groove. Mas é lógico que essas duas bandas são grandes influências pra gente.



Lendo um pouco a respeito da banda eu vi que vocês sofreram algumas mudanças de line-up antes da gravação do disco, como isso afetou todo o processo?
Eu (sendo um destes "novos" membros) diria que é sempre para o melhor. Através de tudo isso nós evoluímos tanto como pessoas quanto musicalmente e o que fizemos com o disco é algo que todos tiveram sua participação e gostaria de dizer que estamos muito orgulhosos disso.


Vocês são da Suécia, que é terra natal de uma quantidade enormes de bandas animais, seja no hardcore ou no metal. Cara, qual o segredo?
Haha eu acho que é a água! Ou talvez pelo motivo de não ter nada além disso para fazer durante os longos invernos, então a gente se esconde e faz música.



Você conhece algumas bandas da América do Sul, especialmente do Brasil? Ainda mais que vi uma foto dos camaradas do Clearview no seu facebook.
Conheço algumas bandas sim, Clearview mesmo são bons amigos nossos. Nueva Etica é outra banda da América do Sul que eu gosto bastante, mas para ser honesto eu não conheço muito a respeito da cena atual. Eu curti demais quando o Children Of Gaia e o Confronto vieram pra cá alguns anos atrás e nós fizemos alguns shows com eles. Sempre achei a cena sul-americana/brasileira muito apaixonada e sincera, parece que não mudou desde então.


O que nós podemos esperar do Angers Curse daqui pra frente? Algum plano para um disco novo?
Nós compomos dez músicas novas e estamos tentando agendar o estúdio pra esse verão ainda, para o nosso segundo LP. E no momento estamos tocando o máximo que podemos, espero que quando este segundo disco for lançado possamos tocar um pouco mais se comparada a tour do "Tighten The Screws".


Andreas, mais uma vez obrigado pela entrevista!
Obrigado você! Significa muito pra gente que alguém de tão longe demonstre interesse em nossa banda. E por favor, se liguem no hardcore sueco, pois está melhor do que nunca! Bandas como Anchor, Dead Reprise, Undergång, Stay Hungry, Elapse, estão fazendo muito barulho e as pessoas precisam ouvir!



Acesse: Facebook / MySpace / StereoKiller

E no site da LOJA CAUSTIC você pode encontrar o Tighten The Screws, altamente recomendado!

16 de abril de 2012

SLAPSHOT

Aproveitando o post do Buneco sobre o SSD, banda mais do que essencial pro hardcore e principalmente pra cena de Boston, e a emoção que o anúncio da tour do Slapshot gerou, mesmo naqueles que conhecem apenas os vídeos da Eastpak Resistance Tour no YouTube, fui oportunista e logo pensei em escrever um pouco a respeito dos haters de Boston.




O Slapshot já começou gerando muita expectativa na cena local, primeiro pelo fato de conter em sua formação caras que já tinham passado por bandas como Negative FX, Last Rights e DYS. E depois, pela época em que começou as atividades, em 1985 o SSD já tinha mostrado como era rock (How We Rock) e o Gang Green, depois do debut em 1986, também trilhava o caminho rocker assinando com a Roadrunner Records. Ou seja, desde o princípio o Slapshot veio pra manter o hardcore agressivo e simples, com toda a simpatia, sensibilidade e sutileza de um bull terrier espumando de raiva.



Steve Risteen, guitarrista das primeiras pedradas, já deu a letra em 1986 "Tudo o que queremos é trazer de volta os ideais dos primórdios de Boston". E o lado hater certamente vem da lenda Jack "Choke" Kelly, que na mesma entrevista entrega "Eu escrevo música sobre o que me deixa com raiva" e completa "o principal a respeito do Slapshot é que fazemos o que queremos e caso as pessoas não gostem... bom, elas não precisam gostar".



Uns dizem que a banda possui uma discografia inconstante, cheia de mudanças de line up que prejudicaram o andamento da banda, outros até podem reclamar do som repetitivo, sem variações de ritmo e seguindo a cartilha, misturando agressividade com sing-alongs. Até podem ter sua razão, mas caso procure hardcore sem grandes concessões a maneirismos e ao que o resto do mundo pense, escute Back On The Map, Step On It, 16 Valve Hate, Old Time Hardcore.

E sobre a tour sul-americana, já temos as informações sobre o show aqui no Brasil! 17/06/2012 (domingo) no Clube Outs da Rua Augusta em São Paulo, ao lado do Good Intentions, Still Strong e Final X Round (com o Buneco emocionado e muita espuma). Não perca a oportunidade de ouvir/ver o Choke soltando pérolas como "Hey Ray, why don't you get some self respect. Your religion has got you more fucked up than any drug can ever do!", na música 108. Aliás, essa treta deles com as bandas posi-youth de New York fica pra um próximo post, conteúdo não falta.



Question: Are Slapshot a Straight Edge Band?
Mark McKay: Of the worst kind.

11 de abril de 2012

SS DECONTROL - The Kids Have Had Their Say

Chega a ser até difícil falar desse álbum. Esse talvez seja o maior clássico da história do hardcore, trinta anos se passaram desde o seu lançamento e ele continua sendo a formula principal pra quase tudo que sem tem feito dentro do hardcore. O Social System Decontrol ou simplesmente SSD foi uma das bandas promissoras do hardcore straight edge no inicio da década de 80. Tem muita gente que diz que o youth crew era Minor Threat + SSD e ainda hoje trinta anos depois continuam saindo bandas e mais bandas na linha do SSD como é o caso da cena atual de boston com o Boston Strangler, Waste Management, entre outros. The Kids Have Had Their Say lançado em 1982, esse nome deveria arrepiar qualquer um que gosta nem que for um pouco de hardcore e deveria fazer qualquer straight edge transbordar em emoção. São 18 porradas na cara que já começão com Boiling Point um clássico incontestável. Se você nunca ouviu, ou acha dificil digerir esse álbum, tente ouvir com mais atenção agora, tenho certeza que você vai achar algo do SSD nas bandas que você ouve atualmente.


9 de abril de 2012

No Solution ! - Demo 2011

Sim, estamos voltando, o DBDHC costuma tirar férias mas sempre volta com força total. Dispensando o bla bla bla, vamos falar sobre uma das bandas que mais me impressionou ultimamente no quesito Youth Crew Hardcore. Confesso que conheço muito pouco do hardcore francês, recentemente eu postei a resenha sobre o Lasting Values e pouco tempo depois, graças a dica do meu brother Cesinha eu acabei conhecendo o No Solution! mais uma esperança pra quem acha que o youth crew morreu. Você gosta de YOUTH OF TODAY?, BOLD? TRUE COLORS? então com certeza você vai passar mal com essa demo do No Solution!, lançada em 2011, são 6 sons diretos ao ponto, rápidos, com melodias simples, coros youth crew e um vocal destruidor que lembra bastante o vocal do Packo do True Colors com o vocal do Filip do Loud And Clear. As letras são muito boas, falam desde maus tratos com animais, até o sentimento straight edge que continua forte. Essa demo vai fazer você dar stage dive no sofá e fazer point finger na frente do espelho!

Para maiores informações:

7 de dezembro de 2011

Lasting Values - Keep the Distance

A primeira coisa que me veio a mente ao ouvir esse EP foi IN MY EYES, depois ouvindo mais alguns minutos, me veio a mente CHAIN OF STRENGTH, principalmente por causa da batera e da voz. Diretamente da França, um pouco de Youth Crew tocado com muita velocidade e agressividade, esse é o Lasting Values com seu Ep de estreia intitulado de Keep the Distance. Com certeza esses franceses estudaram bem a formula e gravaram 6 faixas muito bem executadas e gravadas, com destaque para a faixa Lose Control que é uma porra na cara. Esse ep na verdade foi lançado em 2008 pela Mental Damage Records e a Can I Say Records, mas acho que cabe a resenha por ser uma banda que pouco gente conhece de uma cena eu mesmo não conheço praticamente nada. O álbum está liberado completo por streaming, então não deixe de ouvir

Para maiores informações acesse:

5 de dezembro de 2011

Peace

Com saudades do The First Steps ? pois bem, acho que o Peace pode lhe ajudar um pouco. Diretamente de Baltimore, mais uma capital do hardcore atualmente, o Peace veio para dar um tapa de youth crew na cara de quem achava que não se fazia mas bandas nessa linha atualmente. Com membros de bandas como Mindset e Champion, esse single conta com as faixas Be Here Now e Let Go, que se não levar em consideração a qualidade da gravação, poderia-se muito bem dizer que foi algo feito em 1988 ao lado da explosão youth crew de ny. Essas musicas foram lançadas em setembro deste ano e estão disponíveis no bandcamp dos caras sendo possível comprar o download delas. O Peace faz parte do cast da respeitada REACT! Records ao lado de Betrayed, Common Cause, Get The Most entre outras. Vale a apena ir acompanhando esta excelente banda.

Mais informações em: Bandcamp do Peace
REACT! Records

30 de novembro de 2011

Entrevista com Leonardo Cantinfras

É normal para quem está chegando agora e começa a colar em shows, achar que tudo aquilo que está acontecendo é mérito somente das bandas que estão tocando. Mas para quem já esta um tempo envolvido com a parada, sabe que em um simples shows, muitas pessoas estão envolvidas e merecem o mérito, inclusive o publico. Neste cenário podemos identificar as bandas, o publico, os organizadores do show e os selos que se desdobram para lançar o material das bandas.
Hoje estamos entrevistando um cara que além de ser gente boa pra kct, se enquadra em todas essas caracteristas, o Surfista Vegano Leonardo Cantinfras.


Salve Canti, conte-nos um pouco sobre como surgiu a ideia de fazer um selo e como foi o começo da Caustic.
Bom, na verdade quem iniciou o selo foram o Fabio e a Dani. Na época eu tinha minha distribuidora, Mar Sangrento Distro e distribuía somente fitas K7s de demos das bandas: Confronto, Good Intentions, Oposição, Resposta, Extopim, Ofensa, Dissentment e muitas outras. Daí eles fizeram o primeiro lançamento pela Caustic com o cd Odyssey – Eleven Reasons to Live, Eleven Reasons to Die e a partir daí iniciamos nossas atividades juntos. Acredito que tudo começou por volta de 2002/2003. Com o tempo, fomos lançando outros títulos, trocando material, comprando outros, abrimos nossa loja virtual, e estamos ai ate hoje, pra durar!

A Caustic é um dos selo/distro mais respeitados do país, fale um pouco sobre as dificuldades e motivações de manter esse corre.
Manter um selo hoje em dia é prova de muito esforço, dedicação e amor à musica independente. Digo isso não somente para os selos envolvidos com o hardcore, mas em geral. Poucas pessoas hoje em dia apóiam o material físico lançado pelas bandas. Mas pra mim lançar e distribuir material das bandas que eu gosto é uma honra. Por exemplo, na parte de distribuição, mesmo com toda a facilidade que temos para pedir um material no exterior, tem gente que não tem acesso. Daí a pessoa pode contar com a Caustic e adquirir material importado a preço acessível. E sempre terei aquele pensamento de poder ajudar bandas e selos de pessoas amigas distribuindo seus materiais, e fazendo com que outras pessoas tenham acesso a seus lançamentos.

Santos sempre foi um lugar importante para o hardcore brasileiro e agora está cena esta voltando a ter força com bandas ganhando notoriedade e mais shows rolando por ai, comente um pouco sobre esse revival.
Santos é onde eu nasci, cresci e acredito que vá morrer aqui. Estou envolvido com o hardcore aqui desde 94/95 e tive a honra de ver aqui bandas como Los Crudos, Better Than a Thousand, Madball, Shelter, Force Of Change, Purification, New Found Glory, Face to Face, etc....A cena local esta em uma fase que eu vejo como crescimento. As bandas mais ativas daqui estão começando a tocar fora da cidade direto, como Bayside Kings, Blackjaw, Like a Texas Murder e Analisando Sara. Há um coletivo chamado Crucial Times que tem se esforçado para fazer eventos e manter as coisas funcionando aqui. Como exemplo, fizeram recentemente o show do Gorilla Biscuits agora em novembro. Fico muito feliz que ainda há pessoas que mantém as coisas funcionando. Seja em qual cidade for, é sempre importante apoiar nossa cena local.

Aparentemente aqui no brasil o cd continua sendo o tipo de mídia numero um na opção do pessoal que compra material das bandas, porem notamos que a Caustic tem aumentado bastante o numero de vinis disponíveis para venda. Você acha que essa realidade está mudando e que o pessoal esta começando a dar mais valor ao vinil? 
Nossos lançamentos sempre foram CDs e para prensar no Brasil, é o meio mais barato que temos. Ultimamente tenho comprado alguns discos de vinil porque temos um publico que compra nesse formato. Vinil é algo que, acredito eu, todos preferem, seja pela estética como pelo som. O que impede mesmo é toda a logística que existe para pedir um material em vinil de fora: frete mais caro, valor do vinil ao cd muitas vezes mais caro também, mais fácil de ser tributado pela alfândega, ocasionando um valor maior ao preço final. Mesmo com todas essas dificuldades, eu vou continuar teimando e tentando vender ao menor valor possível discos que eu considero bons que mereçam ser distribuídos aqui no Brasil. Mas também não vou deixar de lado o CD, pois ainda é muito procurado por muitas pessoas.

O cds Welcome to your Doom do Ralph Macchio e o Fiel a Tradição do Norte Carte foram lançado pela Caustic em parceria com a Seven Eight Life, comente como rolou essa parceria.
Essa parceria existe a muito tempo, desde que começamos a distribuir os CDs da 78 Life. Se não me engano, foi bem no começo do selo que começamos essa distro. Mas o primeiro lançamento que fizemos juntos foi o split cd Live By The Fist/Tiempos de Honor. Acredito que ainda vamos fazer muitos outros lançamentos, pois temos uma grande amizade com as pessoas envolvidas com o selo 78 Life, pessoas as quais respeitamos e muito por toda sua dedicação que fazem ao hardcore nacional e sulamericano. Mas falando em parcerias, hoje em dia é muito valido, pois são mais possibilidades das bandas divulgarem seus trabalhos, assim como facilita na hora de dividir as despesas. Se houver a possibilidade de fazerem algo em parceira, sempre avaliem as propostas. 

Recentemente vocês lançaram o destruidor Pure Mayhem do Clearview que na minha opinião foi um dos melhores lançamentos de 2011. Quais são os planos futuros da Caustic?
Sim, esse cd do Clearview quando escutamos, falamos na hora: “Temos que lançar esse disco”. Dito e feito, e pra você ver, fizemos em parceria também com o selo Hearts Bleeds Blue e One Voice. Grande parceria que fizemos! Agora sobre nossos futuros lançamentos, teremos o cd da banda Sangue Odio Hardcore, o qual já esta finalizada as gravações, só precisando uma mixagem e masterização, os quais devem ser feitos em breve. E também vamos lançar uma coletânea com as bandas de Santos em um total de 8 bandas. Possivelmente em fevereiro, se todas as bandas conseguirem gravar ate lá, teremos em mãos esse cd. E agora estamos planejando fazer eventos regularmente com o nome de Festa Caustic, os quais estamos fazendo ao lado do pessoal da Juventude Positiva e Crucial Times, tanto em São Paulo capital como em Santos. A minha idéia é fazer, quando o show for em Sp por exemplo, chamar uma banda de Santos, outra do interior, e quando pudermos trazer uma banda de outro estado, e o restante da grande Sp, seja ABC, SP, Zona Leste, Oeste, Guarulhos, etc... O primeiro evento acontecerá agora dia 4/12 com as bandas: Clearview, Still X Strong, Sangue Odio Hardcore, Ralph Macchio e Larusso. Vai rolar no Sattva Bordo, a partir das 17:00 com o valor de R$ 10,00. Também não temos somente a intenção de chamar bandas que fazem parte do selo, vamos convidar bandas de amigos também.

Você já passou por várias bandas que ficaram marcadas na história da nossa cena, entre elas podemos citar como maior destaque o Live By The Fist e o Larusso que agora está de volta. Fale um pouco sobre as bandas que você passou.
Eu confesso que não sou musico nem tampouco tenho essa intenção, mas eu gosto de fazer um barulho, gosto de estar em bandas seja tocando baixo ou guitarra. De todas as bandas que eu toquei e toco, acho que o Live By The Fist foi a banda com que alcançamos mais coisas, fazendo turnê Chile/Argentina e tocando em muitas cidades aqui no Brasil. Lançamos mais materiais, sendo um cd full-lenght e um split cd, agradando muitas pessoas, mesmo a banda carregando consigo a postura Straight Edge. O Larusso ta de volta porque, sabe aquela sensação de que ficou algo incompleto? È isso que eu sinto na banda, acho que podemos fazer muita coisa ainda, e com certeza vai rolar. Sobre minhas outras bandas, já toquei em bandas como Getting Mental (minha primeira banda), Final Expression, Brick By Brick, Unify, Harbor Academy e Deal Cards. Hoje em dia alem de tocar no Larusso, toco em uma banda de hardcore melódico chamada Glorious Bonds e uma banda hardcore punk vegan straight edge chamada Timeshot. Ambas as bandas vão fazer parte da coletânea com as bandas de Santos. Então aguardem que vem coisa boa ai! Alem do que sou membro reserva de bandas como Good Intentions, Live For This, Still X Strong, Corleone, Vendetta, Ralph Macchio e Sangue Odio Hardcore.

Já fazem bons anos que você está envolvido com o hardcore, você acha que a cena mudou de la pra cá? e se mudou, nos diga o que mudou. 
Sim, com certeza a cena mudou, assim como tudo na vida muda. Se formos reparar um pouco, ate mesmo o estilo de som que as bandas tocam hoje em dia, não é o mesmo que as bandas tocavam a 5, 10 ou 15 anos atrás. Hoje em dia eu vejo que está mais fácil organizar shows, as bandas hoje em dia conseguem comprar seu próprio equipamento, facilitando ate mesmo os organizadores, pois trabalhando em coletivo, um empresta um ampli, outro empresta a bateria, etc... O que eu vejo hoje em dia, é que há menos shows fora da grande São Paulo, e quando há em SP, menos shows nos bairros, estão mais centralizados. Pode ser bom ou ruim, depende do ponto de vista de cada um. Talvez um show no bairro, traga uma pessoa que nunca teve contato com o hardcore e faça ela refletir sobre o que é passado em nossa cena. Faça essa mesma pessoa questionar até mesmo sobre a sua própria vida!

Cite algumas bandas que lhe agradam na nossa cena atual.
Cara, bandas hoje em dia tem muitas que me agradam. Posso até esquecer algumas, mas ultimamente tenho escutado muito Still X Strong, Ralph Macchio, Final Round, Clearview, Carahter, O Cumplice, The Alchemists, Norte Cartel, Positive Youth, Blackjaw, Paura, Inspire, Sangue Odio Hardcore, Confronto, Good Intentions, Naifa, Merda, Os Pedrero, Veneno Lento....
Muito obrigado pela entrevista Canti. Como de costume fica esse espaço aberto para você deixar uma mensagem pra rapeize que le esse eZine.
Opa, eu que agradeço o espaço que você deu principalmente a Caustic. Sobre mim, eu sou um cara igual a você ou qualquer um que esteje lendo isso aqui, que resolveu seguir a vida de uma forma diferente, fazendo as coisas que gosta com amor e dedicação, e não sendo mais um que a sociedade impõe ser padronizado, apenas trabalhando até morrer. Há uma vida lá fora esperando pela gente, então acorda e vamos viver. O hardcore punk tem muito a nos ensinar, mesmo a pessoa estando ai há anos. Sempre há alguma coisa nova pra aprendermos e carregarmos conosco em nossas vidas. Depende de nós absorvermos o máximo de coisas boas. Vida longa ao hardcore e todas as formas de expressão que ele pode nos proporcionar. Essa é nossa voz!
Para quem quiser mais informações sobre a Caustic, acessem nosso site:
http://www.xcausticx.com ou mandem email para distro@xcausticx.com

28 de novembro de 2011

SICK OF IT ALL - BLOOD, SWEAT AND NO TEARS (1989)

12 de julho de 1989 (pois é... alguns de vocês nem tinham nascido ainda) é lançado pela Relativity Records o primeiro LP de uma das bandas mais emblemáticas do hardcore nova-iorquino, o Blood, Sweat and No Tears do Sick Of It All! Depois de um EP de estréia animal dois anos antes, os irmãos Koller, Armand Majidi na bateria e Rich Cipriano no baixo (o Craig Ahead só entrou em 1992, mas neste disco ele faz os backing vocals), regravaram essas músicas e adicionaram mais doze pedradas que fazem deste LP um marco do hardcore, com certeza abriu caminho para as bandas da época buscarem tocar mais rápido (pegue a levada em GI Joe Headstomp), com breakdowns maloqueiros e um peso extra, incluindo as letras agressivas. Enfim, são 19 faixas obrigatórias em pouco menos de 30min, uma verdadeira aula! Sem deixar você tomar fôlego os caras jogam clássicos como: Clobberin’ Time, Give Respect, GI Joe Headstomp, Ratpack, My Life, BS Justice, entre outros. São 25 anos de SOIA e, como diz o novo álbum de regravações deles Nonstop, sem pausa no hardcore, goste ou não da fase mais recente, não tem como deixaar de respeitar uma banda como essa.

Obs. Já me perguntaram o motivo da gente postar tanta coisa de New York ou bandas influenciadas por lendas de lá... Escuta esse disco que você vai entender.



IT'S CLOBBERIN' TIME!!!

25 de novembro de 2011

Wardogs - Outcast Behaviour

Talvez seja esse o melhor registro de hardcore do reino unido dos últimos tempos. Fazendo uma mescla de Agnostic Front, Warzone, Iron Boots, Brotherhood e Rampage o Wardogs é a prova que hardcore de velha escola com qualidade e maloqueragem não se faz só na america. Outcast Behaviour é o segundo lançamento desta excelente banda, que já lançou uma demo impecável também. Este álbum contem 6 sons perfeitos para o 2-steps com destaque para a faixa Self Righteous que é uma cacetada. Banda digna de fazer parte do cast da Lockin Out. A má noticia é que infelizmente a banda acabou agora em outubro, nos deixando essa sede por mais álbuns. Você que é fã de hardcore simples, direto e muito maloqueiro, tem a obrigação de ouvir este disco.

21 de novembro de 2011

Entrevista - Soul Search

Soul Search com certeza, entre as bandas novas, é uma das favoritas da casa! Já fizemos dois reviews de lançamentos deles por aqui, só procurar que vale a pena conhecer, e agora a oportunidade de conversar um pouco com o baterista e um dos membros fundadores Dorian Zambrano pra uma entrevista aqui no Day By Day. Assuntos como o lançamento do novo EP pela Triple B Records, a cena da Califórnia que nunca parou de lançar bandas boas, processo de composição do novo registro, entre outros. Confiram!



Primeiramente muito obrigado pela entrevista! E pra começar, como começou o seu envolvimento com o hardcore? E como o Soul Search começou?

Sem problemas mano, obrigado você por nos dar a oportunidade! Bom, eu comecei no hardcore através do punk rock e fui muito envolvido no punk até uns quatro, cinco anos antes de realmente me iniciar no hardcore, mas a transição foi muito fácil. Nós começamos a banda no começo do ano passado (2010), eu e Omar (vocalista) estávamos a procura de montar uma banda, foi quando conhecemos nosso primeiro guitarrista, Ronnie, através de um amigo em comum. Logo de cara o entrosamento foi ótimo e começamos a tocar. Chad assumiu o baixo pouco tempo depois e nós escrevemos as músicas da demo. Mas houve uma mudança na formação desde essa época, Aaron é nosso guitarrista solo e Ricky na base, e Alfredo assumiu o baixo.


Vocês são obviamente muito influenciados pelo que há de melhor no NYHC, além dessas bandas clássicas o que tem tocado nos falantes atualmente?

Bandas recentes como Xibalba, Turnstile, Take Offense, Boston Strangler, Omegas, Naysayer... apenas para citar algumas.



Para uma banda relativamente nova, como é ser chamado para um festival como o United Blood de 2011, junto com o lendário Breakdown, ou até mesmo o Sound and Fury com muitas bandas animais?

Bom, o Breakdown terminou cancelando o show no United Blood (nota: a banda acabou, mais uma vez...) e eu fiquei chateado demais com isso. Mas nós também acabamos nem tocando no festival por causa de alguns problemas de trabalho. Sound and Fury foi animal, muitas bandas ótimas tocaram, inclusive algumas das minhas favoritas da atualidade. Eu gosto de tocar em festivais, por que você toca com muitos amigos, e também tem a oportunidade de fazer novas amizades. Você também tem a oportunidade de conhecer novas bandas que nunca tinha visto/escutado antes.


A Triple B Records lançou recentemente o novo EP de vocês, "Bury The Blame", em vinil 7". O EP tem uma pegada mais pesada que ficou animal! Conta pra gente como foi o processo de composição e até agora como foi o feedback das pessoas?

O processo de composição foi um pouco estranho, pelo menos pra mim. Eu não fiquei tão animado com as músicas logo de primeira, pois não sabia como as pessoas reagiriam a essa pegada mais pesada. Mas assim que nós gravamos e conseguimos deixar as músicas soando exatamente como queríamos, eu fiquei muito ansioso para que todo mundo escute! Até agora a gente tem recebido um feedback muito positivo a respeito do novo álbum e isso é ótimo! Nós realmente somos gratos pelo apoio de todos!



Rotting Out, Alpha and Omega, Take Offense, Violation e muitas outras, todas bandas da Califórnia e coast oeste dos EUA em geral. Atualmente como se encontra o "westcoast hardcore"?

O hardcore na nossa área está passando por um período animal! Muitas bandas legais estão surgindo.


Mais uma vez muito obrigado Dorian! Fique à vontade para mandar um recado ao pessoal que acompanha o Day By Day e o Soul Search!

Comece uma banda e faça tours com seus amigos! É a coisa mais legal que existe!
Escutem XIBALBA!!!

Acesse: MySpace / Facebook / Triple B Records

18 de novembro de 2011

Outburst - Miles to Go (1989)

New York é realmente uma terra impressionante. São incontáveis as grandes obras que saíram de la e muita coisa que se fazia na década de 80, continua sendo referencia até hoje, como é o caso desse clássico que vou comentar agora. Apoiados desde o inicio por grandes bandas da cena de ny como por exemplo Leeway, Raw Deal / Killing Time, Token Entry e Gorilla Biscuits, em meados de 1987 esses caras gravam sua primeira demo. Sujo, pesado, direto e com um dos vocais mais embaçados de todos os tempos, surge o Outburst. Toda vez que ouço os sons Think For YourselfTrue da demo, fico impressionado, como se fosse estivesse ouvindo pela primeira vez. Alguns anos depois em 1989 veio a coletânea New Breed Tape onde seria mostrado ao mundo um dos maiores clássicos da história do hardcore feito pelo Outburst, The Hard Way. Ainda em 1989 (segundo alguns sites 1990) veio a pedrada, Miles to Go. Letras nervosas, melodias ainda mais pesadas do que as anteriores e o vocal chegando ao seu máximo de agressividade. São 7 sons impecáveis, com destaque para No Choice, When Things Go Wrong e a regravação da Thin Ice que ficou ainda mais pesada. Hoje para muitos o Outburst é a melhor banda que surgiu em NY, uma certeza que tenho é que, se não for a melhor, está entre as melhores. Infelizmente não se acha muita coisa sobre o Outburst, principalmente com relação a vídeos, mas o pouco que se acha serve para provar o quanto essa banda é indispensável para qualquer pessoa que gosta nem que for um pouco de hardcore. Para quem ainda não percebeu, esse disco é uma das maiores influências da minha banda, recomendo a todos...